Uma aldeia com um nome curioso e uma jornada fotográfica a culminar o curso que com tanto gosto fiz. Não é a mais bela nem a mais interessante das aldeias do concelho da Guarda, mas representa bem as maleitas que a outras afligem: o abandono progressivo, o envelhecimento da população, a degradação do património arquitetónico, o desleixo de muitas das novas construções.
Apesar dos sinais de sombra, há ainda luz nestes caminhos e nestas pedras, e sobretudo na voz dos que saem para conversar um pouco, curiosos por verem o pequeno grupo de máquina fotográfica na mão. Conversam, explicam a razão das casas a cair, contam retalhos de famílias alheadas das raízes.
A manhã estava clara, um pouco fria. As imagens fixam-se na retina, rápidas.
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