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terça-feira, 24 de abril de 2012

Trinta

Uma aldeia com um nome curioso e uma jornada fotográfica a culminar o curso que com tanto gosto fiz. Não é a mais bela nem a mais interessante das aldeias do concelho da Guarda, mas representa bem as maleitas que a outras afligem: o abandono progressivo, o envelhecimento da população, a degradação do património arquitetónico, o desleixo de muitas das novas construções.
Apesar dos sinais de sombra, há ainda luz nestes caminhos e nestas pedras, e sobretudo na voz dos que saem para conversar um pouco, curiosos por verem o pequeno grupo de máquina fotográfica na mão. Conversam, explicam a razão das casas a cair, contam retalhos de famílias alheadas das raízes.
A manhã estava clara, um pouco fria. As imagens fixam-se na retina, rápidas.






sexta-feira, 13 de abril de 2012

A minha terra (2)


O Parque Pólis, construído sob o patrocínio do programa com o mesmo nome, é um espaço que merece ser elogiado. Bem concebido, representa um oásis numa cidade que, infelizmente, não prima pelo planeamento e pela visão de futuro. A qualquer hora do dia se encontram pessoas, de todas as idades, a desfrutar do ar livre e da natureza, provando que mesmo com um clima agrestre é possível viver "de portas para fora". Sempre que lá vou lembro-me que é bom (apesar dos ventos contrários) viver numa cidade com escala humana. A Guarda e cada um de nós merecemos este espaço.







terça-feira, 13 de março de 2012

A minha terra

Uma pergunta recorrente, no quotidiano de qualquer pessoa, é a tão prosaica indagação "de onde é?". Se, para algumas pessoas, enraizadas em locais onde sempre viveram, a resposta é simples, noutros casos, não é bem assim, porque à terra da nascença se somou a terra da criação, a terra onde se vive, e entre ambas (ou as 3, ou as 4, ...) se teceu uma intrincada teia de afetos, partilhas e até mesmo ressentimentos.
De onde é? A resposta pode ser múltipla, mas mais frequemente afirmarei que sou da Guarda, onde vivo há mais de 20 anos e onde pertenço, nessa relação identitária que é sempre provisória e instável, mas nem por isso menos verdadeira.





Ficam, por isso, algumas imagens da minha terra. Mais que fotografias, impressões que vou ensaiando, nesse projeto recente que é a minha iniciação (mais consciente) neste campo.