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sábado, 7 de julho de 2012

Percursos de Identidade - o livro, por fim

Saiu, está cá fora há algumas semanas, o livro que resultou da minha tese de doutoramento em Literatura Comparada, defendida em 2007. Foi um longo caminho até conhecer as páginas impressas - primeiro as tentativas junto das editoras "comerciais" (que dificilmente aceitam livros académicos com vendas reduzidas), depois o acolhimento pela Fundação Calouste Gulbenkian (sempre ela!), através de um concurso promovido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, tendo em vista a edição de textos universitários de ciências sociais e humanas.
Saiu, está cá fora, ainda que, pelas razões que se conhecem, o circuito de distribuição seja reduzido e a promoção da obra se encontre limitada à página da internet da livraria da Fundação Calouste Gulbenkian. De resto, assumida a opção de apresentar o texto praticamente na versão original (com algumas atualizações e correções pontuais), a limitação dos públicos é inevitável, que isto de teses com quinhentas e tal páginas...já nem se usa!
Estou orgulhosa, como é evidente, e partilho este "bebé" que tão longa gestação teve, quer na sua elaboração quer na sua apresentação pública. Aqui está, pois, com uma bela fotografia do Rui Campos, a quem aproveito para agradecer publicamente.


sexta-feira, 2 de março de 2012

Prémios e concursos...de textos académicos

Estou, por estes dias, às voltas com a segunda revisão do que há-de ser o meu segundo ensaio publicado. Resultado da tese de doutoramento, chega ao prelo com alguns anos de atraso e depois de múltiplas tentativas frustradas para o publicar em editoras comerciais. Mais de uma dezena de cartas enviadas, duas ou três respostas recebidas, e sempre com o lamento de que não é possível, tenha lá paciência. Ensaios literários não vendem, e sem um mecenas apadrinhador, nada feito. Uma das editoras, conhecida e reputada na nossa praça, propunha a publicação a troco da compra de um número muito considerável de exemplares. Ou seja, pagaria e muito para ver o texto em forma de livro. Obrigadinha, mas bem basta não haver contrapartidas financeiras para o trabalho intelectual. O texto é dado, direitos de autor nem se pensa nisso, mas pagar para o publicarem, não merece muito a pena.
Entretanto, surgiu a oportunidade de concorrer a um fundo da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que patrocina a publicação de Textos Universitários de Ciências Sociais e Humanas (é o nome do programa e da coleção), com a chancela da Fundação Calouste Gulbenkian. Concorri e o meu texto foi selecionado.
(Parêntesis para explicar que eu adoro concursos de todo o género e sou praticante assídua da modalidade.)
Já há uns anitos, coisa semelhante tinha acontecido com a tese de mestrado. Concorri ao Prémio Revelação da Associação Portuguesa de Escritores, na categoria de ensaio literário, e ganhei. O resultado foi este livro...


... publicado pela Difel em 2002, ao abrigo de um protocolo que tinham com a APE.
Refira-se que a Difel não colocava grande empenho nestas publicações - não houve revisão pelo autor, a distribuição era miserável e só por acaso alguém o encontraria nas estantes das livrarias. Também a edição gráfica era feita sem grandes cuidados...valeu-me a bela ilustração feita por uma colega e artista, a Teresa Oliveira, para tornar a capa atraente (o design das risquinhas era obrigatório).
Desta vez, estreio-me nas revisões do texto, e logo duas! Confesso que o livro já podia estar cá fora há muitos meses, não fosse a minha dificuldade em rever quinhentas e tal páginas de cada vez. Há sempre tanto para fazer que esta tarefa vai ficando para trás, apesar de a principal interessada em ver o livro publicado seja, obviamente, eu mesma.
Segunda feira envio as provas para a Gulbenkian e depois basta esperar algum (penso que pouco) tempo.
Já referi que adoro concursos?