quinta-feira, 8 de março de 2012

Viagens (1)

Viajar é, para mim, uma necessidade vital, um prazer que enche cada um dos meus poros e me transfigura, no melhor sentido: sinto-me, a cada partida e a cada regresso, cheia de energia, de confiança e de sonho, como se tudo fosse possível simplesmente porque estiquei as fronteiras do quotidiano até horizontes mais ou menos remotos.
Tudo na viagem me agrada e ponho um cuidado especial naquilo que antecede a partida: escolher destinos, planear a logística, procurar informação, prever roteiros, comprar o que seja necessário, fazer as malas, verificar tudo e sair de casa. Esta pré-viagem é já uma parte fundamental do prazer de viajar e não seria capaz de abdicar dela. Encarrego-me, pois, da planificação da viagem com a maior minúcia e aqui gosto de trabalhar a solo...ao meu companheiro de viagem, que em mim confia para esta tarefa, apresento já soluções, alternativas reduzidas, enfim, o resultado de horas de maturação a que só um tonto chamaria...perder tempo!
Parafraseando a célebre lei de Lavoisier (com liberdade expressiva), pode-se dizer que na viagem nada se perde, nada se cria...tudo se transforma, numa vivência partilhada que deixa na memória a semente para mais dias felizes.





Estas fotografias são, como facilmente se reconhece, dessa ilha de bruma que é a Terceira, nos Açores. Uma viagem no Carnaval de 2011, com o Jorge, que encheu as medidas: o jantar no Boca Negra (recomendação numa rede social), as caminhadas nos Mistérios Negros e no Monte Brasil (percursos escolhidos e impressos antecipadamente), o encontro com a minha ex-aluna Marisa e a simpática família (mensagem enviada uns tempos antes), os passeios pela cidade (guias recuperados de outra viagem)... Sem margem para o imprevisto? Não... uma viagem é um ovo, carregadinho de supresas, e esta não foi exceção!

2 comentários:

Anônimo disse...

Que saudades... Fizeste muito mais do que eu pude fazer. Fica para uma (cada vez mais distante) próxima vez.

Vou passando por aqui. É sempre refrescante ler blogues com conteúdo.

(ainda bem que fui útil)

Anônimo disse...

O Anónimo sou eu, a Maganita.