Bilbau é um exemplo perfeito de como uma boa ideia pode ser o motor para a transformação de uma cidade, e de como uma regeneração urbana bem pensada impulsiona todo o tecido económico, social e cultural de uma região. Dá inveja olhar para aqueles espaços e pensar que, afinal, nem é assim tão complicado: cria-se um pólo importantíssimo de interesse numa zona degradada, renova-se toda a linha que une a zona nova à parte histórica da cidade, ao longo da ria, e facilita-se o surgimento de mini-centros de interesse, como jardins, edifícios arquitetonicamente relevantes, comércio diferenciado, serviços de qualidade. Parece fácil mas não deve ser, a avaliar pela escassez de outros casos de sucesso.
Bilbau é uma cidade rica, e nota-se. Nesta altura do ano, em que os turistas são poucos, veem-se sobretudo as pessoas de lá e essas dão uma imagem de desinibição e qualidade de vida, seja nas lojas que se enchem nos finais de dia, seja nas esplanadas na hora das tapas, seja nos jardins onde crianças brincam em grupos, ensaiando as formas de sociabilidade que atravessam gerações de espanhóis.
Faz-se 500 km de carro e é um outro país, uma outra mentalidade, uma outra forma de vida e...a ausência (visível) da crise. Ouvi, de passagem, uma pessoa explicando a outra que tinha havido alterações nas reabilitações que ainda estão em curso, de forma a diminuir os custos. Ainda assim, e ao contrário do território luso, nada está parado: renova-se, constrói-se, compra-se, consome-se.
Ponto de chegada: Bilbau é uma cidade que se recomenda, com o Guggenheim e com tudo o resto, que é muito.
O velho e o novo. Bilbau é feita destes contrastes felizes.



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