Numa manobra de última hora, e após negociação com uma parte dos sindicatos dos professores, o ministro Nuno Crato limitou a realização da prova aos docentes contratados com menos de cinco anos de serviço.
Na minha opinião, esta mudança significa, pelo menos, o seguinte:
- que o ministro da Educação se move ao sabor dos ventos, negociando aqui e ali, recuando acolá, o que confirma a ideia de que, mais que convicções ou ideias, é o ministro dos palpites;
- que o ministro da Educação é uma boa encarnação do chico-espertismo português (versão dótor universitário), fintando a contestação dos seus súbditos com decisões avulsas;
- que os sindicatos têm uma ação muito dúbia no que diz respeito às batalhas que abraçam.
Um mau remendo não compõe uma má obra.
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