Sei que exagero, que a lógica não é a mesma, que o peso desta prova é relativo, e tudo o mais. Mas o sinal está aí e é concordante com outros, de dúbias intenções, que apontam para a nostalgia de um ensino essencialmente elitista, a peneirar os "bons e aplicados" dos "maus", dos "preguiçosos" ou, simplesmente, dos "menos dotados". Aos dez anos, a aposta é feita num crivo que separe e rotule as crianças (e crie mais uns "rankings" tão ao agrado dos lóbis do ensino privado), em vez de se prosseguir um esforço - porque este, com imensíssimas limitações, tem sido feito - no sentido de proporcionar melhores condições de aprendizagem aos que debatem com a escola como quem se debate com um mar revolto.
Começa um novo ano num clima tenso, com a ansiedade não se saber muito bem para onde caminha a escola pública, pois as mudanças são profundas e motivadas por muito mais que a necessidade de cortes orçamentais (e nisso o ministro está a dizer a verdade...infelizmente?).
Regressarei ao tema. Entretanto, fica uma tira deliciosa do "Calvin and Hobbes", a lembrar coisas tão simples como estas: como ensinamos? e o quê? como aprendemos? para quê?... Rir ainda é o melhor remédio...
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