Os dias quentes de verão chegaram - dizem que por pouco tempo - e instala-se este torpor que embotoa a vontade e faz, de algum modo, adiar projetos e ações que, noutras condições, ganhariam maior urgência. É verdade, isto, mas também é certo que esta distração tem um lado positivo: lentifica os dias, revelando como seria possível viver mais ao jeito de outras eras, quando a pressa não se tinha convertido numa palavra de ordem.
Gosto do verão, eu, mesmo quando me queixo de todos os seus efeitos secundários, desde os mais prosaicos (os pés inchados, a diminuição de energia) até aos mais subtis (a preguiça de fazer). Gosto do verão e apetece-me este calor que chegou num rompante. Mais que tudo, gosto das noites paradas e da brisa recente que na escuridão se levantou, desde há pouco.
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