segunda-feira, 14 de maio de 2012

Viagem a Bilbao (3)

Para encerrar os apontamentos sobre a visita a Bilbao (que outras viagens aguardam por palavras que as tornem de novo presentes), importa descer aquela escadaria desafogada, comprar os bilhetes e entrar, por fim, no Museu Guggenheim.
A arquitetura é tão impressionante por dentro como por fora; munidos de audioguia, o olhar perde-se nas formas redondas e verticais, numa vertigem de planos e linhas. A luz entra sem barreiras e podia-se ficar apenas no átrio, naquela transparência que atordoa os sentidos.

Mas a coleção é variada e interessante.
Gostei muito das esculturas numa escala gigante, de Richard Serra - uma materialidade férrea que, apesar do peso e das proporções, parece pousar no chão com a maior leveza. Nos pisos superiores, exposições temporárias que acrescentam qualquer coisa de novo a cada virar de esquina ou entrar de sala. Arte contemporânea para sentir e refletir, longe (em quase todos os casos) da frieza de outras peças, noutros museus. A luz, sempre a luz, e o branco, e as linhas curvas, e os cruzamentos de planos são a arte que enquadra a arte, e sai-se de lá de sentidos repletos.

Madrid me mata? Bilbao me encanta...

(Nota: um problema com o carregamento das fotos faz o texto sair mesmo assim; veremos se é resolúvel.)

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